sábado, 26 de fevereiro de 2011

Fases do luto

1 - FASE DO CHOQUE E NEGAÇÃO:
Ela surge imediatamente após a perda e tem duração média de 1 a 14 dias. A gente não acredita no que aconteceu porque estamos em estado de choque, sentimo-nos perdida, só e apática. Depois sentimos falta de apetite, insônias, náuseas e sensação geral de desconforto. No meu caso ainda tive que enfrentar as dores que fica no local da cirurgia da cesárea.

2 - FASE DO DESESPERO E EXPRESSÃO DA DOR:
Duas semanas após a perda de nossos bebes a descrença em relação ao que aconteceu desaparece, passamos a ter consciência da morte de nossos anjinhos. Os sintomas depressivos aumentam muito, havendo a ausência de interesse pelas atividades vitais e a alteração dos padrões normais de comportamento. Queremos dormir o tempo todo, se pudéssemos nos esconderíamos do mundo, sentimos vergonha pelo que passamos, sentimo-nos humilhadas e impotente diante da morte. Muitas vezes perdemos o interesse pelo sexo, porque ele nos faz lembrar-se de nossos filhos, mas esta fase é passageira, mas pode durar de 3 a 4 meses. São frequentes os pensamentos e sonhos sobre o bebe, começamos a imaginar como seria nosso bebe, com quem se parecia e se chegamos a vê-lo as imagens de seu rostinho não sai da nossa mente. Passamos a ter sentimentos como a raiva de tudo e todos inclusive de Deus e culpa quer para si, quer para os profissionais de saúde. A simples presença de grávidas ou recém nascidos nos abala emocionalmente, chega a nos agredir somente de vê-los, pois nos sentimos injustiçadas, e passamos a fazer vários questionamentos do porque elas podem ter seus filhos e nós não. Habitualmente esta fase tem a duração de 6 a 8 meses.

3 - FASE DE RESOLUÇÃO E REORGANIZAÇÃO:
Esta fase caracteriza-se pela recuperação do interesse pela vida, pelo trabalho e pelas relações pessoais, nos apegamos novamente em Deus procurando consolo. O futuro deixa de ser tão pessimista, pois a perda começa a ser aceita, porque não podemos mudar o que aconteceu, nada neste mundo trará de volta nossos bebes, o que diminui os sintomas depressivos sentidos há alguns meses atrás. Choramos com menos freqüência, os sentimentos de vazio e de tristeza diminuem, passamos a lembrar de nossos bebes como anjos que partiram, mas esquecê-los é impossível. Mas no lugar da dor, passamos a sentir a saudade dos momentos vividos com nossos bebezinhos e começamos a pensar na possibilidade de ter outro filho novamente.
Estas fases não são uma regra, mesmo porque cada pessoa reage de um jeito próprio, e o sentimento de dor em relação à perda depende muito do desejo que esta mulher tinha em relação ao filho. Quanto maior o desejo de ter esta criança, maior é o sofrimento!
Caso esteja sendo muito difícil superar esta fase de luto, você deve procurar ajuda de um psicólogo, pois a recusa de apoio pode agravar os problemas levando a depressão profunda, ou ao consumo de calmantes e bebidas. Muitos casamentos terminam diante da perda de um bebe, porque a mulher não consegue dominar seus sentimentos e projeta sua raiva na família que não tem culpa do que aconteceu. Eu mesma procurei ajuda quando perdi o meu bebe, e foi muito importante pra mim, me ajudou muito a me encontrar de novo.



A Morte não é o fim é um breve intervalo,
porque o espírito do nossos bebes são eternos
eles não morrem.
Um dia nos reencontraremos com nossos anjos no céu.



*Texto retirado do blog de Cacylia, uma mãezinha de anjo, que com mto amor ajuda outras mães que também passa por essa grande dor...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Resposta de Jesus ao lamento de uma mãe

Mãe, enxugue essas lágrimas.
Não lamente a cruz que lhe dei.
Ela é leve e você é forte, sei que a pode carregar.
Nas horas mais tristes lembre-se de mim.
Você não me vê, mas estou ao seu lado.
No seu caminhar terreno dei-lhe uma prova, que lhe faz chorar.
Mas, para amenizar esse sofrimento,
Coloquei alegrias no seu caminhar.
Olhe ao seu lado e me diga... o que vê?
Só percebe aquele que lhe faz chorar?
E aqueles que lhe fazem sorrir?
sua família, os amigos que estão ao seu lado, que também precisam de você.
Você lhes dá atenção?
Não esqueça, coloquei-os em sua vida
para que sejam o bálsamo que irá lhe sustentar.
E aquele filho, por quem tanto chora,
E não sabe como ajudar...
Continue o que está fazendo...
"Não deixe nunca de pensar e orar."
E quando você menos esperar
Um anjo o trará de volta à vida, aos seus braços... à família.
E ele, mais forte, irá encontrara a estrada certa que deverá caminhar.
Pense nisso, vc nunca está sozinha sempre te carrego em meus braços.


((Retirado de um blog de outra maezinha de anjo))

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Como é triste perder um bbzinho...

Fostes o filho que sonhei,
fruto de um sonho que não se realizou,
realizou e se desfêz.
Um filho que esperei,
um filho que chegou.
Chegou e se foi.
O filho que saiu de mim,
o filho que não está comigo,
o filho que não sai de mim,
o filho que tenho,
o filho que não tenho,
o filho que nunca vou ter,
o filho que sempre vou ter comigo.
O filho que não voltou,
o filho que nunca se foi,
o filho que não vai voltar,
o filho que nunca vai me deixar,
o filho que não posso tocar,
o filho que posso sentir,
o filho que sempre vou amar.
O filho a quem não pude dar amor,
o filho que sempre vou amar.
O filho que perdi,o filho que procuro,
o filho que me acompanha,
até que eu o encontre...
E vamos nos reencontrar meu amor!!!

Texto tirado de uma comunidade do orkut...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O MEU PEQUENO PRINCIPE... (o papai te chamava assim...)

Hoje era um dia para comemorarmos com bolo, mamadeiras, fraldinhas e tudo mais...
Mas... aconteceu tudo o que não podia...
Filho... a mamae lembra exatamente daquele dia... e mesmo sob efeito de muita medicação, com dores e muito medo de você nascer antes da hora... sentia muita vontade de conhecer você... olhar seus dedinhos, pezinhos, olhinhos, cabelinho... TUDO!!!!
Ai você chegou... chorando... e como digo... foi maravilhoso!!! Depois o médico nos apresentou... Você... um cisco de gente... mas que a mamae amooou e continua amando mais que a mim...
Depois nos separaram mais uma vez... ficamos tres longos dias separados... e tive novamente uma deliciosa sensação... quando entrei pra ver vc de pertinho...
Meu amor... você fez com que a mamãe também sentisse o tamanho do seu amor... sua agitação, suas perninhas e bracinhos balançando...
Era pra mim muito bom... a parte chata de tudo isso, era que eu não podia te-lo em meus braços...
Hoje vc faria 4 meses e estaríamos muito felizes... e o que me resta é rezar por você e pedir que não se afaste de mim... vigia a mamae dai de cima... Você esta com o Papai do Céu... e pode falar direto com Ele pra cuidar do meu coração...
TE AMO MEU FILHOTE... E VOU TE AMAR POR TODOS OS MEUS DIAS...
BEIJO, BEIJO, BEIJO... dessa sua mãe chorooooooooooooona...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pra que ir embora????

Filho... porque você me deixou aqui???
Você não sabia que isso me faria muito triste???? Você não imagina quanta falta me faz e o quanto eu desejei ver dormir, acordar várias vezes à noite ou quem sabe nem dormir, só pra cuidar de você, ou simplesmente para te olhar...
Meu mundo ficou vazio sem você, sinto falta e saudades do que nunca vivi... de ouvir o teu choro quando estivesse com fome, com a fraldinha suja ou simplesmente por manha... por querer o colinho e os embalos da mamãe...
Lembro o quanto era bom quando eu acordava com você chutando a barriga da mamãe... fosse porque eu estava deitada numa posição que te trouxesse desconforto ou porque você queria me chamar atenção, mostrando que eu NÃO ESTAVA MAIS SOZINHA... que você era a minha melhor companhia...
Você esteve comigo em tantos momentos meu filho... desde os mais felizes que eram todos relacionados a você, como nos mais tristes, mais carente, mais tensos...
E agora???? ESTOU SÓ... E a alegria que senti quando te vi, faz com que qualquer outra coisa não tenha importância... Porque você me fez sentir o que realmente era o amor, ser feliz, ser amada...
Mas... ACABOU TUDO... assim... de repente... e arrancaram você de mim e todos os meus melhores sentimentos foram junto contigo...
Não te esqueço um só momento... desde a hora que acordo a hora que vou dormir...
Você fez e faz parte de minha vida agora pra SEMPRE!!!
Te amo, meu bebezinho...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A dor que não tem nome...

Quem perde um pai ou mãe, fica órfão; quem perde o marido ou esposa, fica viúvo...e quem perde um filho, como se chama ???? É uma dor tão grande, tão inenarrável, que a ela não foi dado nome...
O que me consola... é que meu filho está nos braços da única pessoa que o amou mais do que eu...Jesus...

...

Perder um filho, seja por um aborto espontâneo ou na gravidez já avançada, é uma dor muito grande que uma mãe pode sentir, por ter acontecido uma interrupção do fluxo natural da vida, que é gerar, gestar, parir e criar. Mas não prosseguiu... E essa perda é como arrancar literalmente um pedaço de nós... e não temos nem como descrever , por ser uma mistura de dor física, psicológica, raiva, rancor, amargura, duvidas e etc... Vivemos cheias de “se isso, se aquilo” e a culpa... que por mais certo que tenhamos feito, sempre achamos que poderíamos ter feito mais...
A dor física é a separação que será pra sempre... como se tivessem cortado um membro...
A dor psicológica nos anestesia, nos dopa...
A raiva é o sentimento em que temos com tudo e com todos à nossa volta, e principalmente relacionada a si, pois se associa a culpa... Culpa e retrospecto do que fizemos de errado, porque não fizemos diferente tais coisas, como e o que poderia ter sido feito para ter evitado tudo isso.
E infelizmente sentimos todas essas coisas praticamente de uma só vez... e isso faz parte da elaboração do luto... e como não há regras... cada um vivencia de uma forma... isso vale para que cada uma consiga atravessar a dor e continuar a viver... ainda com um sentimento de estar morta...
As pessoas que estão à nossa volta que muitas vezes não sabem o que dizer ou como expor seus conselhos, eu diria que o melhor a fazer neste caso é apenas o de ouvir, ficar próximo, se colocar ao lado, se fazer presente, abraçar, amparar e não ficar expondo opiniões pessoais, porque só essa mãe de colo vazio é que sabe o valor que tinha esse filho e principalmente o tamanho da sua dor.
Perder um filho é literalmente perder um pedaço de nós, sobreviver à perda, se reconstruir do nada, é sentir a dor gritando no peito.